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DEUS É JUSTO? (Parte II - ainda os guarda-redes)

A Selecção brasileira é uma espécie de "empresa monopolista".

Com procura assegurada, não perde muito tempo com a oferta.Tem mercado garantido, não inova, não aposta no marketing, não se incomoda com a satisfação do cliente. Simplesmente, porque não precisa. Até ao dia…

Na selecção brasileira, é o mesmo.

Não se chateiam com tácticas elaboradas, com o estudo dos adversários, com prospecção do mercado. Simplesmente porque não precisam. (até ao dia…)

Quem tem Ronaldinho, Ronaldo, Adriano, Kaká, Robinho and so on, tem tudo. (pensam eles…)

Lembrei-me disto a propósito dos guarda-redes (goleiros em "brasileiro"). Só mesmo uma Selecção "instalada" no seu monopólio planetário é que se pode dar ao luxo de ignorar um "keeper" com a qualidade de Helton (FC Porto).

Vou arriscar um prognóstico: daqui a uns anos, Helton vai ser considerado o melhor do Mundo. A gente depois fala…  


Adicionar comentário 17 de Maio de 2006Autor: Pedro Duarte

DEUS É JUSTO?

Acabou há uns minutos a final da champions league.

As duas equipas acabaram com dois grandes guarda-redes nas balizas. De um lado, Victor Valdès (Barcelona); do outro, Joaquin Almunia (Arsenal). Duas características comuns: ambos são espanhóis e nenhum foi convocado para o Mundial.

Espanha levará ao Mundial: Casillas (titular do Real Madrid), Cañizares (titular do Valência) e Reina (titular do Liverpool).

Nós levaremos Ricardo (sem comentários…), Quim (terceiro guarda-redes do Benfica) e Bruno Vale (terceiro guarda-redes do FCP).

Esperemos que nada se decida na baliza defensiva…


1 comentário 17 de Maio de 2006Autor: Pedro Duarte

O EFEITO QUARESMA

A não convocatória de Quaresma para o Mundial tem provocado uma série de reacções, uma boa parte contrárias à decisão de Scolari.

No futebol – reino supremo das emoções – tudo se esquece quando as vitórias nos sorriem; mas tudo se radicaliza quando as derrotas nos atormentam. Assim, passada esta onda inicial de contestação, Scolari tem umas semanas de tréguas.

Porém, se os deuses não nos protegerem na Alemanha, o seleccionador nacional – um teimoso praticante – não terá vida fácil. E, caso essa infelicidade nos atingir, não há quem não venha a dizer que com Quaresma tudo teria sido diferente.

Ou seja, virá então ao de cima o mito sebastiânico sempre presente na nossa cultura secular. O problema é que o nevoeiro teima em não se dissipar.


Adicionar comentário 17 de Maio de 2006Autor: Agostinho Branquinho

Meu Deus! Eu e o Futebol!

Estava muito bem refastelada no sofá a ver um qualquer programa da SIC Mulher quando meu telemóvel tocou e o meu amigo Constantino informou-me, a rir, mesmo a rir, como só alguém que me conhece bem o poderia fazer, que eu tinha o meu nome num blog onde o tema era o Mundial de futebol. Primeiro, fiquei incrédula e depois, juntei o meu riso ao dele e ainda pensei “AH!, só pode ser engano!!”. Mas não, não era. O Hermínio tinha mesmo tido a ousadia (creio que depois de começar a escrever umas coisinhas sem nexo, ele retira-me do blog) de me colocar a dar uns bitaques sobre futebol. Bem, depois do choque inicial, lá me meti de novo no sofá e resolvi fazer um exercício mental sobre o que sabia sobre o futebol. Em cinco minutos tinha tudo resumido. Foi fácil. Lembro-me ser miúda e ter de optar entre o Benfica e o Porto. Meus pais e irmão eram benfiquistas, mas o Porto tinha o Fernando Gomes, o Futre… do Benfica só me lembrava do guarda-redes Bento, desgrenhado, a defender a baliza vermelha. Percebem? Optei pelo Porto até hoje, sem grandes desgostos, quando perdemos, e sem entrar em êxtase quando ganhamos. Ou seja, tenho uma relação pacífica como muitos casais não têm. Um casamento morno, até aos dias de hoje. Nada de noites sexuais desenfreadas, nem discussões de meia-noite. Fui à inauguração do lindo Estádio do Dragão ver o pobre espectáculo de magia. Gostei de ter o Deco entre nós. Fui para o Hospital quando no Euro2004, após uma operação à coluna, dei saltos de contentamento com a nossa andança quase, quase vencedora. E chegamos aos dias de hoje, comigo a dizer alguma coisa no blog de um prestigiado homem de Estado. Não sei… não sou daquelas mulheres que goste de futebol. Que conheça os nomes dos jogadores, ou mesmo que aprecie o rabo do Figo e as pernas do Baía. Não sou, confesso. Lembro-me de um dia entrar num jogo amigável na faculdade e de me terem perguntado qual a posição que gostaria de ter. Face à pergunta estranha e de perceber que era de futebol que falávamos, respondi que era uma qualquer. Foi-me atribuído a defesa direito e, não obstante da dor de burro que me acompanhou o jogo todo, devo dizer que nem na bola consegui tocar. Meu pai filmou e, quando vejo as imagens, parece que sofria de dislexia porque estava sempre onde não estava a bola. E finito. Nunca mais futebol. Até hoje. Resolvi telefonar a um amigo que fala muito de futebol. Pedi-lhe um resumo rápido de forma a me inteirar das coisas do Mundial. Ele começou e a dada altura fala-me de um Quaresma. Perguntei-lhe quem era o Quaresma. Ele, irritado, disse: Esquece! Tu não sabes o básico!!! E pronto, hoje nada mais sei, mas vou comprar as Bolas, os Records e os Jogos todos e ler durante uns dias. Só compro as Máximas e as Vogues quando falarem de futebol. Daqui a uma semana serei uma expert no assunto. Escreverei coisas interessantes. Serei um must em termos futebolísticos. Tudo por amizade ao meu amigo. Mas quando tiver um Blog profundamente feminino, vingar-me-ei quando pedir ao Hermínio um texto sobre o SPM (Síndrome pré-mestrual). Juro!!!


1 comentário 17 de Maio de 2006Autor: Carla Rocha

O FUTEBOL NO ALENTEJO

A nossa selecção vai estar a partir de sábado até ao dia 31 em Évora no Convento do Espinheiro. Um convento transformado em luxuoso hotel de cinco estrelas. Os nossos jogadores e Scolari vão encontar no Alentejo o recato e a estabilidade que estes momentos exigem.

Importa destacar  a prontidão dos alentejanos que vão aproveitar a passagem da selecção para promoverem a sua região.

Também no que respeita a instalações desportivas esta passagem da nossa selecção já deu os seus resultados com a requalificação de  espaços que permitam a prática desportiva em geral e do futebol em particular.

Que o convento inspire os nossos atletas.

É isto que Portugal espera.


2 comentários 17 de Maio de 2006Autor: Hermínio Loureiro