PRESTAR CONTAS OU FAZER CONTAS
É por demais evidente que os portugueses gostam bem mais de “fazer contas” do que “prestar contas”. E isso repercute-se aos mais diversos níveis da nossa vida em sociedade.
No que ao futebol concerne, raramente avaliamos o que de mal fazemos e, quase sempre, andamos com a calculadora no bolso a tentar perceber o que é preciso corrigir para não deixarmos de atingir um qualquer objectivo, por mais singelo que seja.
Vem, isto a propósito da péssima campanha que os Sub21 estão a fazer no Europeu que está a realizar-se no nosso país. Hoje, uma vez mais, lá estaremos a fazer contas a ver se um qualquer milagre nos permite continuar em prova.
Mas, a bem da verdade, o jogo treino de ontem da selecção principal não nos deixa muito descansados. Para evitarmos trabalhos extras, não é mau guardarmos, bem guardada, a calculadora, durante as próximas semanas …
28 de Maio de 2006 pelas 15:32Autor: Agostinho Branquinho
Arquivado em: Mundial


2 comentários Adicionar agora
1. Silvia Cordeiro | 28 de Maio de 2006 pelas 15:39
Estou convencida que não vamos ter sequer necessidade de nos aproximarmos da calculadora.
A falta de humildade dos sub 21 é gritante. Mas não admira. O seu treinador é o exemplo mais próximo que têm. Agostinho Oliveira meteu-se com Scolari (um selecionador com provas dadas) e que fez ele? Conduziu a "sua" e nossa equipa para esta situação.
No Mundial não vamos precisar de calculadora.
Não quero com isto dizer que vamos ser campões do Mundo. Nem quero dizer que passem da primeira fase. O que quero dizer é em todos os jogos vamos ter Portugal no seu melhor. Graças a Scolari.
2. A. Lima | 29 de Maio de 2006 pelas 11:42
Cara Silvia, os sub21 foram arrogantes, mas acha que os AA não são? O que dizer do pontapé de Ronaldo num adversário amador no jogo de Sábado?
E Scolari encobriu o facto quando o Ronaldo, não estando ao abrigo de nenhuma comissão disciplinar neste jogo, de "amigos" deveria ter sido fortemente disciplinado.
Estou certo que o Mister Mourinho teria aproveitado este "evento" para fustigar de tal forma o jogador que este se sentiria na obrigação de provar o que vale no Mundial. Aliás, ia já para o banco contra o poderoso Luxemburgo.
Aí sim teríamos um grande Ronaldo no Mundial…
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