O que leva o tal homem «simples, sério e trabalhador» de que fala José M. Constantino a avaliar publicamente e de forma negativa, o desempenho de Ricardo Quaresma? E se os jogadores começarem a avaliar publicamente Agostinho Oliveira? E se começarem a dizer que ao olharem para o banco, durante os jogos, a pose do seleccionador pareceu mais de adepto desesperado do que técnico competente. É verdade, amigo José M. Constantino, que Agostinho Oliveira viveu sempre atrás de outros. Agora parece que quer esconder-se atrás de Quaresma. É o hábito.
29 de Maio de 2006Autor: Tiago Craveiro
Agostinho Oliveira é um homem simples, sério e trabalhador mas que nunca conseguiu afirmar-se por si próprio. Viveu sempre numa hierarquia de importância atrás de outros. Quando as coisas corriam bem era uma vitória do colectivo. Quando correm mal é culpa própria .A vida nem sempre é justa mas é assim. Por vezes é mesmo cruel.
Se tivesse lido bem o que tinha pela frente não tinha dito o que disse, escassos dias antes do Europeu. Mas ao ser deixado só pelo presidente da Federação e enxovalhado publicamente por Scolari - naquele estilo de coronel sul americano que faz as delícias do Professor Marcelo - só tinha uma saída : regressar imediatamente a casa. Não é que não tivesse razão no que dizia – Scolari nunca ligou ás restantes selecções - mas deixou de ter condições de respeito e de confiança por quem se assumia como o responsável e que sempre o tratou como um criado.E Agostinho aceitou como o têm aceite os restantes membros da equipa técnica que não pertencem ao clã brasileiro. Resta-lhe, se tiver arte e engenho suficientes, lembrar que quem primeiro deve assumir a derrota é precisamente aquele que publicamente veio dizer ser o responsável por todas as selecções.
29 de Maio de 2006Autor: José M. Constantino