Agostinho Oliveira
Agostinho Oliveira é um homem simples, sério e trabalhador mas que nunca conseguiu afirmar-se por si próprio. Viveu sempre numa hierarquia de importância atrás de outros. Quando as coisas corriam bem era uma vitória do colectivo. Quando correm mal é culpa própria .A vida nem sempre é justa mas é assim. Por vezes é mesmo cruel.
Se tivesse lido bem o que tinha pela frente não tinha dito o que disse, escassos dias antes do Europeu. Mas ao ser deixado só pelo presidente da Federação e enxovalhado publicamente por Scolari - naquele estilo de coronel sul americano que faz as delícias do Professor Marcelo - só tinha uma saída : regressar imediatamente a casa. Não é que não tivesse razão no que dizia – Scolari nunca ligou ás restantes selecções - mas deixou de ter condições de respeito e de confiança por quem se assumia como o responsável e que sempre o tratou como um criado.E Agostinho aceitou como o têm aceite os restantes membros da equipa técnica que não pertencem ao clã brasileiro. Resta-lhe, se tiver arte e engenho suficientes, lembrar que quem primeiro deve assumir a derrota é precisamente aquele que publicamente veio dizer ser o responsável por todas as selecções.
29 de May de 2006 pelas 09:13Autor: José M. Constantino
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1. Ricardo Tavares | 29 de May de 2006 pelas 10:58
Em primeira instância, quem tem de assumir responsabilidades é o chefe, como, muito bem, sublinha José M. Constantino. Mas o subchefe, que, de mãos nas ancas, alinhou na peixeirada, também, tem, agora, de dizer que, para lá do facto de revelar pouca inteligência ao entrar no jogo do brasileiro, não foi tão competente como se esperava ou, pelo menos, como queria fazer crer, ao anunciar os propósitos de uma selecção actuava em casa e queria ser campeã da Europa. O País esforçou-se — é só mais um –, mas a equipa dirigida pelo subchefe Agostinho parecia estar a fazer os primeiros jogos de pé-temporada. Por isso, os adversários impuseram-se com naturalidade. Melhor fisicamente e com mais rigor táctico, deixaram a selecção dos chamados craques a chorar baba e ranho, escorados na inefável falta de sorte. Azar é querer mostrar que somos homens apenas por usarmos as calças dos nossos pais. Podemos usá-las, mas ficam-nos compridas e a dançar na barriga. O melhor é, mesmo, pensarmos em mandar fazer fatos à nossa medida e, de preferência, a alfaiates qualificados.
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