No passado dia 25 já aqui escrevi sobre os jantares da nossa selecção. Foi o dia de Laurentino Dias jantar em Évora. Jantar diga-se um pouco atribulado relativamente à presença de jornalistas para presenciarem o repasto. Perguntava então para quando a presença do primeiro-ministro, pois já era conhecida a deslocação ao Presidente da República no dia 01 de Junho.
Verifico após consulta ao Portal do Governo e em FPF que o primeiro-ministro janta hoje no Convento de Espinheiro pelas 20h15m (directos nos telejornais).
Isto significa mais uma vez a cuidadosa gestão da agenda, do governo e não da selecção. O Governo já em 25 de Maio jantou com a selecção, hoje vamos assistir ao 3ºacto, pois o 2º acto foi a presença da Governadora Civil na cerimónia da parte da manhã.
Não quero acreditar que Scolari e companhia estejam a gostar deste, permitam o termo, abuso.
Apetece dizer, joguem à bola e já agora não se esqueçam que vamos disputar e não desfilar na Alemanha.
30 de Maio de 2006Autor: Hermínio Loureiro
O presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso e o primeiro-ministro José Sócrates vão asssitir ao Angola-Portugal. Este jogo de estreia da nossa selecção promete ser para além de um jogo de futebol um verdadeiro palco de relacionamento lusófono.
Este jogo vai ser vivido com grande intensidade pela relação fraterna e amiga entre os dois países.
A presença de Sócrates e Durão Barroso demonstra bem a relevância do futebol num contexto global. É aguardada com expectativa a indicação da comitiva Angolana, mas não me engano muito se na Alemanha estiverem reunidas as condições para uma cimeira ao mais alto nivel com supervisão da Comissão Europeia.
A festa do futebol, em português.
30 de Maio de 2006Autor: Hermínio Loureiro
O México já está a jogar ao ataque.
Inés Sains, apresentadora de uma televisão mexicana, quase fez parar o treino, além de relegar os jogadores portugueses para segundo plano. Esta presença não passou despercebida a ninguém.
A apresentadora do programa desportivo "Deportips", destacou Figo e Deco como os jogadores que os mexicanos mais temem. Sobre Cristiano Ronaldo confessou que é um jogador muito querido pelas meninas do seu país.
Será que a jornalista está em Portugal para destabilizar?
30 de Maio de 2006Autor: Hermínio Loureiro
Sem nos apercebermos somos permanentemente prisioneiros de uma lógica de pensamento único quando se trata de avaliar uma participação desportiva nacional no contexto de uma grande competição internacional como o é um campeonato do mundo de futebol. A pressão é tanta e o condicionamento mediático tão hegemónico que quem não alinha pela ortodoxia dominante quase tem de se justificar ou pedir desculpa. Um golpe de asa publicitário de uma cadeia de televisão e de um grupo bancário, com o apoio logístico, material e financeiro da administração pública em torno da bandeira nacional é visto como se tratasse de uma acto de generosidade e fulgor patrióticos. A arrogância de um seleccionador é apreciada como sinal de carisma e de liderança. E um município endividado que compra a presença da selecção de futebol no seu território um acto que “enche de orgulho os alentejanos”.
Este país não é o mesmo país que em 1945 recebia com alegria
em pleno Estádio Nacional o panfleto mandado distribuir por Salazar “O que nós queremos é futebol”.Há muita diferença desde logo o de se poder ter a liberdade de exercer uma acção critica. Mas existe alguma similitude na matriz cultural que, em torno de um grande eventos desportivo, oculta as condições concretas em que decorre e descontextualiza o respectivo modo de produção. Talvez fosse de voltar a Hegel e à sua crítica da alienação. Sei que o tema não é cómodo mas é a liberdade de pensar o que também se joga no modo como se aprecia e interpreta este Mundial. Para além dos golos, dos resultados e do vencedor.
30 de Maio de 2006Autor: José M. Constantino
Acabou a festa. Gostei de assistir ao jogo com a Alemanha. O ambiente estva como o tempo, ou seja a escaldar!
Desde cedo se percebeu que não iríamos marcar os três golos. Foi pena pois os adeptos mereciam mais.
Uma reflexão:
O chefe, é o chefe dos bons, dos maus ou de todos os momentos???
Já fui muitas vezes chefe ao longo da minha vida. E se ainda hoje vou sendo chefe de algo, com pretensões a chefiar cada vez mais responsabilidades, devo-o ao facto de ter estado, de estar, nos bons e nos maus momentos!!!
Gosto do Agostinho Oliveira. Foi meu professor de História no então 2º ano de ciclo. Ao tempo e para além de professor era o presidente do sindicato dos jogadores de futebol. É provável que ele não se recorde de mim. O certo é que me recordo bem dele. Era um belissímo professor de História, com muita paciência e que em pleno PREC se preocupava mais em ensinar que andar em reboliços. Marcou e bem os alunos da época. E eu ainda hoje gosto de História e penso que este é o maior elogio que um Professor pode ter.
Sempre apreciei o seu trabalho nas camadas jovens, afinal o prolongamento do jeito que revelava com os alunos. Fiquei triste com o episódio Scolari. Torci imenso pelo sucesso da selecção pois senti que ele precisava dele. Todos nós somos um pouco de Agostinho Oliveira: sérios, humildes e muitas vezes menosprezados por quem decide e por alguns dos que nos rodeiam. Até por isso foi pena falhar a qualificação para as meias finais.
Espero bem que Madail e Cia não se deixem tolher pelo chefe e reconduzam Agostinho no comando da sub 21. Afinal, e apesar de tudo, o saldo continua a ser positivo. Faltou mesmo é maturidade nas cabecinhas de alguns jogadores que não estiveram à altura das nossas expectativas.
Ao meu velho mestre de História um abraço sentido!
30 de Maio de 2006Autor: Emídio Guerreiro