Sub 21 - O fim da festa
Acabou a festa. Gostei de assistir ao jogo com a Alemanha. O ambiente estva como o tempo, ou seja a escaldar!
Desde cedo se percebeu que não iríamos marcar os três golos. Foi pena pois os adeptos mereciam mais.
Uma reflexão:
O chefe, é o chefe dos bons, dos maus ou de todos os momentos???
Já fui muitas vezes chefe ao longo da minha vida. E se ainda hoje vou sendo chefe de algo, com pretensões a chefiar cada vez mais responsabilidades, devo-o ao facto de ter estado, de estar, nos bons e nos maus momentos!!!
Gosto do Agostinho Oliveira. Foi meu professor de História no então 2º ano de ciclo. Ao tempo e para além de professor era o presidente do sindicato dos jogadores de futebol. É provável que ele não se recorde de mim. O certo é que me recordo bem dele. Era um belissímo professor de História, com muita paciência e que em pleno PREC se preocupava mais em ensinar que andar em reboliços. Marcou e bem os alunos da época. E eu ainda hoje gosto de História e penso que este é o maior elogio que um Professor pode ter.
Sempre apreciei o seu trabalho nas camadas jovens, afinal o prolongamento do jeito que revelava com os alunos. Fiquei triste com o episódio Scolari. Torci imenso pelo sucesso da selecção pois senti que ele precisava dele. Todos nós somos um pouco de Agostinho Oliveira: sérios, humildes e muitas vezes menosprezados por quem decide e por alguns dos que nos rodeiam. Até por isso foi pena falhar a qualificação para as meias finais.
Espero bem que Madail e Cia não se deixem tolher pelo chefe e reconduzam Agostinho no comando da sub 21. Afinal, e apesar de tudo, o saldo continua a ser positivo. Faltou mesmo é maturidade nas cabecinhas de alguns jogadores que não estiveram à altura das nossas expectativas.
Ao meu velho mestre de História um abraço sentido!
30 de Maio de 2006 pelas 00:37Autor: Emídio Guerreiro
Arquivado em: Mundial


1 comentário Adicionar agora
1. Luís Ferreira | 30 de Maio de 2006 pelas 17:35
Dificilmente se consegue ser bom em duas coisas.
Ser bom professor de história e, em simultâneo, bom selecionador é uma conjugação difícil.
Ainda bem que Agostinho Oliveira é bom professor de história.
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