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Domingo, não se esqueçam: seremos todos ucranianos. Termos, assim, uma oportunidade de dizer que gostamos não só da sua companhia, mas, também, do seu contributo para a sociedade portuguesa. João Paulo Bessa, antigo seleccionador nacional de râguebi, um homem do Desporto, de costa a costa, com visão periférica e um olhar acutilante sobre o sector, avisou-me. Eu passo a palavra. Espero que Agostinho Oliveira e o seu chefe façam o mesmo


Adicionar comentário 02 de Junho de 2006Autor: Ricardo Tavares

Parreira por Felipão, alguém quer trocar?

É chato entrar pela primeira vez nessas 4Linhas com medo de receber cartão vermelho do Hermínio, mas tenho que dizer: a galerinha que não gosta do Felipão deve ser ruim da cabeça ou doente da alma. Há exatamente quatro anos, confesso o passado negro, integrei essa turma que metralhava esse gauchão clone de Gene Hackman, afinal o ex-defesa de escassa técnica tinha deixado de fora Romário. Mas a minha visão se abriu nos dois países de gente de olhos puxados: Felipão é o cara! Querem saber? Se fosse presidente da CBF, propunha na lata: mando o Parreira e meia dúzia de canarinhos em troca do comandante Felipão.

A alma ibérica tem dificuldade de reconhecer o talento debaixo de embalagens menos sofisticadas. Vocês e nós. Adoramos um neguinho que fique bem na fita, com pinta de intelectual e o escambau. Vejam o Parreira. Poliglota, fala difícil, até pinta! Mas o seu horror ao risco irrrrrrrrriiiiiiiiiiiitttttttttttttaaaaaaaaaaaaaaaa! Se teve um mundial sensaborão foi o dos EUA: ganhamos, sim, com craques, sim, mas que joguinho feio, cheio de cagaço.

O Felipinho espanhol pode ter levado nossos ancestrais comuns por mau caminho há séculos, mas o Felipão, com sangue italiano na mistura, tem tudo para lhes devolver a glória.

Há um mês que venho lendo os posts no 4Linhas, e constato como vivemos duas realidades. Enquanto vocês estão vivendo exclusivamente a seleção portuguesa, nós ainda nos dividimos entre o noticiário que chega de Weggis, na Suíça, e o Campeonato Brasileiro, cujos 20 times participantes contribuíram com a enorme quantidade de… três jogadores para a equipe de Parreira. Três jogadores suplentes. Os outros 20 integram equipes européias. Mas, apesar dos pesares, é uma competição super-renhida, em que 85% dos clubes são todos do primeiro escalão, têm o mesmo prestígio e força popular.

Honrando as raízes lusitanas e, em particular, oliveirenses, meu coração é cruzmaltino, do grande Vasco, berço de craques como Romário, Roberto Dinamite, Juninho Pernambucano, paixão de gente como Roberto Carlos (o cantor), Carlos Drummond de Andrade, Paulinho da Viola, Rubem Fonseca, João Ubaldo etc e tal. O clube atravessa uma fase negra há seis anos, com isso se refletindo na tabela do campeonato brasileiro: nas últimas edições do certame, vivemos a luta pra escapar do rebaixamento. E com quem travamos esse embate pela permanência? Flamengo, Palmeiras, Portuguesa, Corinthians, Guarani… É emoção garantida o ano inteiro, tanta que prevejo um marca-passo em breve no lado esquerdo do peito.

Conquistando o hexa ou não, vascaínos e urubus (adeptos do flamengo… argh) terão pouco tempo para comemorar ou chorar: dias depois, Flamengo e Vasco entram no gramado com seus times limitadíssimos para disputar a final da Copa do Brasil.

Na próxima, eu conto como é a vida na redação do jornal O GLOBO – junto com a “Folha de São Paulo”, o maior jornal do país – durante uma Copa do Mundo. A dias da estréia, nós, machos, voltamos aos tempos de criança, até colecionar álbum de figurinhas dos jogadores que participarão da Copa virou uma febre. Que interesse pode ter a nova obra do prefeito se me faltam os escudos de Gana, Itália e EUA para completar o meu álbum????!!!!

Um instante, vou ali tomar um cafezinho e volto já. Bye!


6 comentários 02 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo

O Mundial e a economia alemã

O instituto de avaliação económica alemão DIW, sedeado em Berlim, estima que o Mundial naquele país não traga qualquer impulso significativo à economia alemã. Isto apesar de esperar receber cerca de um milhão de visitantes estrangeiros. Mas o DIW entende não dever sobrevalorizar o impacto da despesa destes visitantes sobre o consumo global até porque, espera que uma parte dos alemães antecipe férias e saia do país num fenómeno similar ao ocorrido em outros países que recebem grandes eventos desportivos.

Este cenário é contrariado pelo sector alemã de publicidade que prevê um crescimento dos negócios em cerca de 3,5 % e pela câmara de comércio e indústria alemã que prevê a criação de 60.000 novos postos de trabalho durante o Mundial. Lá com cá (Euro,2004) os economistas esgrimem com números e não se entendem. O futuro dirá quem está certo.


1 comentário 02 de Junho de 2006Autor: José M. Constantino

“CONFIO NO TRABALHO DO SR. SCOLARI”

Esta foi uma das frases do Presidente da República, Prof. Cavaco Silva, hoje, aquando da recepção oficial à Selecção Nacional.

Gostei da recepção de hoje. Sei que sou suspeito, até por Posts anteriores…

O que defendo, fique claro, é que só deveria ter havido uma cerimónia oficial, como a de hoje, na Presidência da República, com a presença do Primeiro-Ministro e dos Membros do Governo da Àrea do Desporto. O resto deviam ser treinos…

Mas há sempre quem queira umas fotos extras e exclusivas com a Selecção…

Gostei das declarações de Cavaco Silva. Não se pronunciou sobre táticas e escolhas, e resguardou toda a Selecção Técnica e Equipa, como era suposto!

E baixou as expectativas, pôs a bola no chão…

O que é um enorme serviço prestado à Nossa Selecção!

Para não embandeirarmos em arco, para não entrarmos, demais, em euforia, para não colocarmos demasiada pressão naqueles que nos representam….

Para além de sentido de estado, reparei sentido desportivo e competitivo!

Mas sempre com o sonho no Coração!


2 comentários 02 de Junho de 2006Autor: Sérgio Vieira