Factos positivos e negativos
O treino aberto em Gutersloh foi mais uma demonstração da dedicação e entrega dos emigrantes portugueses à Selecção Nacional, e também (entendo) a Portugal! E fazem-no com muito mais devoção que nós, naturais residentes. Compreensivelmente. A distância física cria fenómenos emocionais admiráveis. Como me dizia um amigo emigrante, crítico acérrimo das limitações do nosso país, “é no estrangeiro que mais nos sentimos portugueses. E gostamos sinceramente de o ser, de o afirmar!”
Nestes dias, os nossos emigrantes na Alemanha sentem-se mais próximos da casa natal. E assim como eles, todos desejamos muitos momentos, e principalmente jogos, para expressar a portugalidade! O que não precisamos, com toda a certeza, é de maus exemplos e de práticas pouco desportivas… Refiro-me, ainda por cima, à “estrela da companhia”. Haja responsabilidade e bom senso! Esperemos que tenha sido a última vez que Cristiano Ronaldo pediu desculpa pelo seu comportamento. Felizmente a performance do Luís Figo quase me fez esquecer o episódio anterior. Permitam-me que confesse: é o meu preferido! Sempre foi. E vê-lo brilhar, em boa forma, é para mim uma satisfação acrescida. Nunca alinhei nos comentários negativos, típicos e generalizados aos jogadores em final de carreira. Haja memória! Pelo menos no futebol! E bem sei que a memória não dá vitórias. Mas parece-me que o Luís Figo ainda não é, só, uma memória. E, se é isso que ele nos quer dizer vai dar-nos muitas alegrias na Alemanha!
Peço um esclarecimento aos meus colegas mais entendidos por estas andanças: o Scolari passou-se? O que é que passou pela cabeça do nosso seleccionador para fazer, neste momento, declarações tão desnecessárias sobre alguns comentadores?
06 de Junho de 2006 pelas 12:33Autor: Ana Zita Gomes
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2 comentários Adicionar agora
1. Paulo Oliveira | 06 de Junho de 2006 pelas 13:34
Comparar Figo e Cristiano Ronaldo enquanto pessoas julgo que não deve ser feito. Veja-se a forma diferente como foram educados e o percurso que tiveram.
Cristiano Ronaldo não tem culpa mas desde muito pequeno que esteve afastado da sua família - e eu digo ainda bem porque senão não se teria transformado na estrela que é!
Julgo no entanto que a vida difícil de Cristiano Ronaldo não justifica tudo. Até porque já teve tempo para evoluir.
Vamos esperar que Cristiano se redima dentro de campo já no próximo domingo.
2. Ana Zita Gomes | 06 de Junho de 2006 pelas 14:03
Paulo, concordo com a sua análise. Permita-me que acrescente que não fiz uma apreciação pessoal. Respeito e admiro muito o esforço pessoal, o valor e a carreira do Cristiano Ronaldo.
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