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OS PALANCAS PASSAM?

No final do Portugal-Irão encontrei alguns amigos que estão a acompanhar este Mundial. Conversas rápidas sobre como chega a Portugal os trabalhos que diariamente nos enviam da Alemanha. Não encontrei o Rui Leal da Plantel que é o único Oliveirense credenciado para acompanhar a nossa selecção mas não resisto a contar que encontrei equipado a rigor o responsável pelo Bola na área - Eugénio Queirós que eu recomendo para saber toda a informação sobre Angola.

Bem disposto, com ar cansado, mas com uma grande esperança em ver os Palancas Negras na fase seguinte. De bloco na mão sempre atento aos pormenores.

Um abraço a todos os que na Alemanha estão a trabalhar para que possamos ter acesso a toda a informação.


1 comentário 18 de Junho de 2006Autor: Hermínio Loureiro

O JOGO DE PORTUGAL

Apesar de tarde não posso deixar de partilhar a minha opinião sobre o jogo de Portugal que marca o regresso aos oitavos 40 anos depois. Lindo, muito lindo. O hino nacional foi arrepiante. Mais de vinte mil pessoas a cantar com emoção foi um momento marcante e inesquecível.

Quanto ao jogo, Portugal foi claramente superior ao Irão. Promete muito para o futuro esta equipa comandada por Scolari.

O homem do jogo para a FIFA foi Deco. Muitos conhecem a simpatia e admiração que tenho por Anderson Luís de Sousa, mais conhecido pelo "mágico" e neste momento não resisto a comparar o que hoje se escreve  e diz sobre Deco na selecção e o que se escreveu (e foram muitos) quando eu ajudei à sua naturalização. Estão perdoados e hoje já todos aplaudem o mágico e eu cá guardo a camisola 20 com dedicatória.

Apesar do respeito e amizade pelo Deco, para mim o homem do jogo foi Luís Figo. Jogou e fez jogar, foi decisivo, tal como já tinha sido no jogo com Angola. Frente ao Irão, foram dos seus pés que nasceram os golos de Portugal, na assistência a Deco e foi sobre ele que foi cometida a falta que originou a grande penalidade.

Por falar na grande penalidade esteve bem Scolari ao escolher Cristiano Ronaldo para a sua marcação. O jovem precisava de marcar um golo. Fez igualmente uma grande partida e promete mais, muito mais.

Um figo "maduro", um Cristiano Ronaldo imparável e um Deco a começar de mostrar magia, fazem sonhar Portugal.


1 comentário 18 de Junho de 2006Autor: Hermínio Loureiro

5000

Escrevo este post quando foi atingida a marca das 5.000 visitas. Estou obviamente satisfeito com o numero de visitantes. Agradeço aos convidados pois são os principais responsáveis pelo sucesso. Quero também informar que em pleno Mundial são muitos os que nos visitam. Ainda falta muito Mundial e tal como Figo que levou uma "mala grande" nós também aqui vamos continuar a escrever muito. 


2 comentários 18 de Junho de 2006Autor: Hermínio Loureiro

SERVIÇOS (ABAIXO DOS) MÍNIMOS (II)

Confesso que alguma desilusão me invade quando avalio a performance da equipa brasileira, neste Mundial. É um facto que as minhas (e, estou certo, de muitos e muitos milhões de adeptos de futebol, por todo o Mundo) expectativas eram elevadas, face ao enorme potencial dos jogadores brasileiros. É, também, um facto, que em dois jogos obtiveram duas vitórias!

Mas, isso, infelizmente, não chega. Do Brasil exige-se mais do que a vitória (os tais serviços mínimos); queremos todos ser encantados pela beleza e magia do futebol azul-anil que tardam em aparecer.

Isto é, também, um sinal dos tempos que vamos vivendo e que agora está a chegar ao futebol. O Brasil tem tudo para ser uma das maiores potências mundiais e, há décadas, que não passa de – como agora se diz – uma “economia emergente”. Será que esse maldito vírus chegou ao futebol?


Adicionar comentário 18 de Junho de 2006Autor: Agostinho Branquinho

França 1 - Coreia do Sul 1

http://fifaworldcup.yahoo.com/06/pt/w/match/29/photos.html?i=10&d=1 


Adicionar comentário 18 de Junho de 2006Autor: Hermínio Loureiro

Brasil dá salto de canguru na Copa

Ufa! Por que sempre tenho que viver essa história de desespero, tensão alta e uso completo de todo o vocabulário xingatório na primeira fase de qualquer copa do mundo?  Ganhamos com justiça. Houve melhoria em relação à estréia: por exemplo, Ronaldo Fenômeno está mais leve, 50 gramas mais leve, e procurou mais o jogo.

Contudo, penso que o Brasil ganhou algo mais valioso do que os três pontos e a passagem para as oitavas-de-final do certame. Conquistou 90 minutos para que seu medroso treinador possa experimentar o que toda a nação reivindica há muito tempo: oportunidade para quem merece ser titutar e só não o é por causa da tendência a diarréia de Carlos Alberto Parreira.  Falamos - eu e 179,9 milhões de outros brasileiros - em Juninho Pernambucano, o craque amadurecido no Vasco por toda a segunda metade dos anos 90 e hoje comandante do Olympique de Lyon, o pentacampeão francês de futebol.

A entrada de Juninho seria aquele ingrediente que falta para a receita dar certo. Raçudo, comandante em campo, ótimo lançador e exímio batedor de faltas.

O jogo contra o Japão, treinado pelo ex-craque (porém superestimado) do flamengo (assim mesmo, com minúsculas….) Zico, também seria a ocasião perfeita para outro experimento: descansar o veterano e simpaticão Cafu pelo ótimo Cicinho, lateral direito do Real Madrid, dono de recursos técnicos bem mais amplos do que os do "dono" da posição.


2 comentários 18 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo

Brasil 2 - Austrália 0

http://fifaworldcup.yahoo.com/06/pt/w/match/27/photos.html?i=1&d=1


Adicionar comentário 18 de Junho de 2006Autor: Hermínio Loureiro

ANTES DO JOGO

Antes do jogo, Frankfurt era uma cidade dominada por adeptos de Portugal e do Irão. Esta cidade de Bancos viu-se invadida por duas culturas bem diferentes. A alegria dos herdeiros da Pérsia foi para mim a grande surpresa. Esta zona da Alemanha  é onde estão mais iranianos, são 65 mil em todo o país, fazendo uma grande festa que ninguém podia ficar indiferente. Mais perto da hora do jogo nas proximidades da estação ferroviária os portugueses empataram em apoiantes. Neste largo era vendida "A Bola" para alegria de muitos com saudades de Portugal.

Perto do rio estava montada a fun zone, original digo eu pois o ecran gigante está no meio do rio. Uma área com muitos restaurantes representando vários países, a tal zona onde se podem comer sardinhas assadas e outras coisas para além das salsichas.

Outro motivo para destacar são as muitas pessoas de várias nacionalidades que vestem a nossa camisola, normalmente com o nome do Figo e do Cristiano Ronaldo nas costas. Um orgulho.

Convém dizer que muitas destas camisolas e outros adereços são comprados nas lojas dos chineses, tal como cá estão em todo lado e são muitas.

O metro, os autocarros, os táxis, as bicicletas, eram usadas para se chegar ao estádio.

Viagem de 15 minutos para se chegar e entrar com calma no estádio. 


1 comentário 18 de Junho de 2006Autor: Hermínio Loureiro

Saudade da Família Scollari

Ontem o despertador tocou dez minutos antes de Portugal iniciar sua segunda partida. Não se esqueçam de que aqui o relógio marca cinco horas a menos… E aí temos que voltar ao tema da minha primeira intromissão neste blog. Que saudade de ver Felipão louco a comandar uma equipe! Quem chegar a ler essas mal traçadas antes de Brasil x Austrália faça o favor de reparar nas imagens de Parreira, o oposto de Felipão em quase tudo. Até a vibração dele após um gol é enrustida, caramba!

Parreira é aquele cara que ganhou milhões no Totobola, tem uma fortuna no banco, mas que tem medo de investir. “Não vou me arriscar, não vou me arriscar, não vou me arriscar” – parece ser o mantra que ele repete silenciosamente durante os 90 minutos de cada partida.


Adicionar comentário 18 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo

Sob a sombra argentina

Faltam 38 minutos para começar o segundo jogo do escrete brasileiro, quando começo a digitar esse texto carregado de rubor pela demora em dar as caras no 4 Linhas. As ruas do Rio, do Brasil, já estão praticamente fantasmas. Crianças, aborrecentes e adultos, aposentados, trabalhadores e ladrões, todos já procuram seu lugar diante da telinha ou telona. A grande maioria não acredita em surpresa desagradável da turma verde-amarela da Oceania, mas, hoje, não basta ganhar desse jeito minguado que tanto agrada ao paladar de Carlos Alberto Parreira, o Acagalhado. Um fato há dias mudou bastante a expectativa e a cobrança dos brasileiros em relação ao seu Onze: a Argentina goleou, a Argentina deu um show de bola; a Argentina pôs a gente pra segundo plano no palco na Alemanha. Camões pode dizer que mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas, em se tratando de nós e deles, a eternidade reserva a mesma história: o duelo mais fabuloso de egos e talentos disputado entre quatro linhas.


1 comentário 18 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo

Japão 0 - Croácia 0

http://fifaworldcup.yahoo.com/06/pt/w/match/28/photos.html?i=3&d=1


Adicionar comentário 18 de Junho de 2006Autor: Hermínio Loureiro

POLÉMICA?

Ora então vejamos amigo Pedro José Mourinho Duarte. Não é preciso polémica, apenas visões distintas de um mesmo jogo. Deve haver milhões. Para mim Deco não foi o melhor em campo, nem um jogo se faz de 20 minutos. Aliás, creio que não fora o golo naquele minuto e Scolari ia retirá-lo de campo. Mas Deco é mágico, faz daquilo a qualquer momento e por isso, tal como Ronaldo, tem de estar em campo, sempre. Para mim Figo voltou a ser o melhor. As minhas notas têm a ver com o facto de ter achado que três jogadores, em três sectores diferentes, estiveram a menos de metade da velocidade exigida. A saber: Fernando Meira, Maniche e Pauleta. Nos primeiros minutos de jogo Maniche exagerou nos remates de longe (veio diferente para a segunda parte). Meira deixou Ricardo em apuros duas vezes de forma imperdoável. Quanto a Miguel e Nuno Valente, acho o mesmo de ambos: subiram frequentemente de forma descoordenada e isto sim, merece ser revisto.

No reverso está algo em que concordo com o Pedro: não estamos a fazer um jogo colectivo. O nosso sector ofensivo joga muitas vezes de forma individualizada, mas esse é simultaneamente o nosso trunfo. Por isso o equilíbrio é difícil. Acho que vale a pena dar liberdade a Ronaldo (Quaresma defende e posiciona-se bem mais é verdade - isto é que é polémica). No meio campo Costinha sobe a olhos vistos.

É verdade que ainda não sofremos golos, mas isso não me faz olhar para a nossa defesa como a melhor do Mundial. Longe disso.


1 comentário 18 de Junho de 2006Autor: Tiago Craveiro