Brasil dá salto de canguru na Copa
Ufa! Por que sempre tenho que viver essa história de desespero, tensão alta e uso completo de todo o vocabulário xingatório na primeira fase de qualquer copa do mundo? Ganhamos com justiça. Houve melhoria em relação à estréia: por exemplo, Ronaldo Fenômeno está mais leve, 50 gramas mais leve, e procurou mais o jogo.
Contudo, penso que o Brasil ganhou algo mais valioso do que os três pontos e a passagem para as oitavas-de-final do certame. Conquistou 90 minutos para que seu medroso treinador possa experimentar o que toda a nação reivindica há muito tempo: oportunidade para quem merece ser titutar e só não o é por causa da tendência a diarréia de Carlos Alberto Parreira. Falamos - eu e 179,9 milhões de outros brasileiros - em Juninho Pernambucano, o craque amadurecido no Vasco por toda a segunda metade dos anos 90 e hoje comandante do Olympique de Lyon, o pentacampeão francês de futebol.
A entrada de Juninho seria aquele ingrediente que falta para a receita dar certo. Raçudo, comandante em campo, ótimo lançador e exímio batedor de faltas.
O jogo contra o Japão, treinado pelo ex-craque (porém superestimado) do flamengo (assim mesmo, com minúsculas….) Zico, também seria a ocasião perfeita para outro experimento: descansar o veterano e simpaticão Cafu pelo ótimo Cicinho, lateral direito do Real Madrid, dono de recursos técnicos bem mais amplos do que os do "dono" da posição.
18 de Junho de 2006 pelas 19:13Autor: José Figueiredo
Arquivado em: Mundial


2 comentários Adicionar agora
1. Paulo Oliveira | 18 de Junho de 2006 pelas 19:35
Parabéns para ti para os restantes 179,9 milhões de outros brasileiros pela passagem aos oitavos de final.
2. Adaga | 21 de Junho de 2006 pelas 02:42
Sofremos, mas passamos! E vem mais sofrimento por aí…
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