Sob a sombra argentina
Faltam 38 minutos para começar o segundo jogo do escrete brasileiro, quando começo a digitar esse texto carregado de rubor pela demora em dar as caras no 4 Linhas. As ruas do Rio, do Brasil, já estão praticamente fantasmas. Crianças, aborrecentes e adultos, aposentados, trabalhadores e ladrões, todos já procuram seu lugar diante da telinha ou telona. A grande maioria não acredita em surpresa desagradável da turma verde-amarela da Oceania, mas, hoje, não basta ganhar desse jeito minguado que tanto agrada ao paladar de Carlos Alberto Parreira, o Acagalhado. Um fato há dias mudou bastante a expectativa e a cobrança dos brasileiros em relação ao seu Onze: a Argentina goleou, a Argentina deu um show de bola; a Argentina pôs a gente pra segundo plano no palco na Alemanha. Camões pode dizer que mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas, em se tratando de nós e deles, a eternidade reserva a mesma história: o duelo mais fabuloso de egos e talentos disputado entre quatro linhas.
18 de Junho de 2006 pelas 16:58Autor: José Figueiredo
Arquivado em: Mundial


1 comentário Adicionar agora
1. Adaga | 21 de Junho de 2006 pelas 02:40
só você seria capaz de unir Camões a futebol. Xô Argentina!!
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