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POLITICAMENTE INCORRECTO?

Ao contrário da generalidade das pessoas minhas amigas, gostava que, a par da selecção portuguesa, o Brasil e a Espanha fossem o mais longe possível neste Mundial 2006.

Os argumentos que me apresentam têm basicamente a ver com: Brasil - potencial futebolístico (ainda por ver nesta prova) e o perigo que daí pode advir com a eventual possibilidade de encontrarmos a selecção canarinha nas meias-finais; Espanha – alguma arrogância da “fúria espanhola”, nomeadamente com os êxitos desportivos sucessivos no ténis, no automobilismo e no motociclismo (infelizmente, ontem a França eliminou a Espanha, para grande desgosto meu).

Obviamente que, para mim, esses argumentos não colhem porque antes de tudo estão as relações de proximidade e de afectividade que tenho com esses países. E por muito que deva ser racional, no futebol (e também em outras matérias) o que mandam são as emoções.


Adicionar comentário 28 de Junho de 2006Autor: Agostinho Branquinho

Com pés e sem cabeça

José Manuel Constantino, homem de bom senso e desportista com visão periférica, já fez um apelo à inteligência, de forma singela, mas eficaz. O tempo, de que nos falava, é, realmente, o melhor conselheiro, permitindo-nos o equilíbrio necessário para fazermos juízos. E, mesmo assim, a contragosto, quantas vezes?, acabamos por ver as moscas a rondar.

A prática desportiva, reiterada, de rendimento ou de simples lazer, ensinou-me, também, a fazer, sempre, um esforço por ser ponderado. E a profissão, mesmo feita, esmagadoramente, em contra-relógio, também me aconselhou a olhar para os números e para os factos com frieza e distância, mesmo quando se tratava de futebol, que é, por exemplo, paixão. O Desporto e a profissão são, pois, uma boa estratégia para abordar o futebol com profundidade, desde os seus principais fundamentos ao que ele gera.

Dito isto, sublinho que se continua a gastar demasiado tempo com os árbitros. E a surpresa, para mim, é que as críticas, afinal, extravasam as nossas fronteiras. Não falo, naturalmente, do simples apaixonado pelo futebol. Refiro-me a figuras de tal indústria, a Beckenbauer e a Blatter. Em particular ao presidente deste negócio global, que devia ter o tento que outros não têm na língua, ou seja, os denominados doentes, os que não têm visão periférica, os que não sabem o que é o ‘fair play’, os que, afinal de contas, confundem desportivismo com clubismo ou, perdoem-me o atropelo, seleccionismo.

O sr. presidente da FIFA veio criticar o sr. Inavov, que errou para um lado e para outro. Esqueceu-se de dizer que o organismo que dirige é que escolhe os árbitros. Esqueceu-se, pois, de estar calado.

Agora, em Portugal, o secretário de Estado do Desporto até parece que escolhe o seleccionador . E, ainda por cima, tem a lata de o dizer publicamente. Na Rússia também era assim. Mas entre os eslavos era natural que houvesse mais Estado.

A despeito de tanta asneira, faço fotos que ninguém mande "correr à pedrada" o srs. Blatter e Laurentino Dias. Seria mais uma atitude com pés e sem cabeça.


Adicionar comentário 28 de Junho de 2006Autor: Ricardo Tavares

Carta aberta ao Sérgio Vieira

Sérgio, há quanto tempo não te vejo e nem falamos?! Contando por alto, talvez há uns dez anos que não estamos face-to-face. Fiquei contente por te encontrar nestas andanças. Foi como rever um amigo, sem ser da forma mais usual. Mas a amizade tem destas coisas: nem sempre tem moldes rotineiros e prosaicos. Ainda me lembro de um dia me dizeres: “Não gosto muito de viver em Lisboa”, mais tarde dizias: “A noite de Lisboa é muito boa” e sempre te atribui a capacidade de teres as tuas opiniões, mesmo que contraditórias. Porque isso acontece a quem tem ideias: pode mudá-las. E tu, mais do que isso, assumia-las.

Encontramo-nos aqui e nem sei se me lestes com o mesmo entusiasmo com que te lia (tal como o faço com o Pedro Duarte, que também conheço desde então) de cada vez que um post teu tinha lugar aqui, neste ponto de encontro. Entendi a tua alegria quando das nossas vitorias e a tua raiva aquando de situações menos simpáticas. Tu és assim: opinas. Se nem sempre estão de acordo, qual o problema? Nunca te importaste com isso. Sempre foste um democrata, feito de ideias onde defendias a liberdade de expressão, doesse a quem doesse. Agora vais embora? Baixas os braços só porque disseste merda uma série de vezes e isso incomodou algumas pessoas? E depois? Isto é um blog, não é o Diário da Republica. Quem nunca disse “merda” na vida, que atire a primeira pedra. Tens direito à tua opinião bem como os outros têm o direito de se incomodarem e ponto final paragrafo.

O teu registo é o teu registo. Cada um de nós é diferente. Uns mais opinativos, outros com mais humor, uns mais sérios… depois, quem nos comenta também tem o seu registo. Nem sempre estamos de acordo e qual o problema? Na tua vida, já aguentaste mais, já tiveste que superar criticas bem maiores do que as que aqui te teceram.

Se calhar, não me ligas patavina e nem queres saber o que para aqui estou a dizer, mas indiferente a isso, continuo acabando com um voto, um pedido, um desejo de que VOLTES.

 


6 comentários 28 de Junho de 2006Autor: Carla Rocha

GARANTIR O FUTURO

Laurentino Dias em plena euforia do Mundial, deixou o papel de Secretário de Estado do Desporto para passar a comentador desportivo, falando sobre o futuro de Scolari na TSF.

No dia em que o Ministro da Presidência anuncia a nova lei de bases, o Secretário de Estado não perdeu tempo e falou sobre o futuro de Scolari.

José Sócrates não deve ter gostado, pois as regras básicas de comunicação foram violadas.

Por onde anda a tão reclamada autonomia do movimento associativo?

Resumindo, cada vez mais o nosso grupo de trabalho precisa de tranquilidade. Todos temos o dever de ajudar.

Força Portugal.


1 comentário 28 de Junho de 2006Autor: Hermínio Loureiro