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Fim de festa

Mesmo para quem não aprecia o futebol o Mundial foi incontornável como objecto de análise e comentário. A comunicação social foi disso fiel retrato, por vezes,pelo menos para o meu gosto, de modo excessivo. E se como fenómeno social o seu tratamento, concorde-se umas vezes, discorde-se outras, foi interessante o jogo e a competição propriamente ditos, foram fracos mantendo uma tendência de há vinte anos. Curiosamente conquistado por um país, a Itália, a contas com um escândalo de corrupção no futebol caseiro este Mundial jogado preferencialmente cá atrás, não nos deixa um novo esquema táctico, novos talentos ou um novo goleador. E para fim de festa apresenta como melhor jogador,alguém que terminou precocemente o último jogo porque agrediu um colega à cabeçada. Apesar de tudo um Mundial que merecia melhor epílogo.

10 de Julho de 2006 pelas 18:35Autor: José M. Constantino

Arquivado em: Mundial

1 comentário Adicionar agora

  • 1. Paulo Oliveira  |  10 de Julho de 2006 pelas 19:17

    De facto está tudo louco.
    Zidane nunca, mesmo nunca, poderia ter sido considerado o melhor jogador do Mundial.
    A cabeçada que lhe deu direito à expulsão era por si só motivo para que essa distinção não lhe fosse atribuída.
    Aquando da cabeçada de Luís Figo, no Portugal - Holanda, (que alguns chamaram de encosto) já tinha dito aqui que tinha ficado profundamente incomodado e ainda que "O que se espera de um jogador daquela craveira é tudo menos aquilo".
    Agora repito o que disse e acrescento: quem atribuiu o título de melhor jogador a Zidane prestou um mau serviço ao futebol.

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