UM BALANÇO QUASE FINAL
Tudo tem um fim (será mesmo assim?).
Gostaria de deixar algumas notas finais sobre este Mundial, que me parecem ajustadas ao término da minha colaboração nesta excelente ideia do Hermínio:
1. Portugal foi um dos grandes vencedores: interna e externamente. Não é fácil para um país pequeno como é o nosso, com os problemas graves com que nos debatemos, aos mais diversos níveis, ter a performance que espraiámos neste Mundial. Oxalá que, a nível interno, fique alguma coisa, quer em termos desportivos, quer nas outras áreas, nomeadamente o espírito de conquista e a luta contra a resignação.
2. O Futebol jogado não foi grande coisa. Não houve muitos jogos espectaculares (sendo certo que esta minha afirmação poderá ser arriscada, pois não tive a oportunidade de ver todos os jogos). A nível táctico também faltaram inovações. E quanto a novos talentos viu-se alguma coisa, mas pouco.
3. O Mundial de futebol é um dos maiores eventos à escala global. Libertaram-se muitas emoções mesmo em países que, tradicionalmente, são avessos a essas demonstrações (pelo menos publicamente). Mas há coisas que a FIFA tem que ter a ousadia de fazer no futuro para que a verdade desportiva e o espectáculo não saiam a perder.
4. Espaços públicos: um pouco por todo lado, os espaços públicos foram a "chama" mais forte deste Mundial. Em Portugal, tal como no Euro, também assim aconteceu. Ora, aqui está uma boa “dica” para os responsáveis políticos: com tantos espaços públicos no nosso país, com o clima que temos, é um crime não os utilizarmos devidamente. E ao que parece as pessoas, de um modo geral, querem vir para a rua. Aqui está um desafio sério, ao qual importa dar respostas concretas.
10 de Julho de 2006 pelas 13:27Autor: Agostinho Branquinho
Arquivado em: Mundial


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