O meu primeiro post neste blog teve a ver com a novidade então noticiada do Professor
Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) ir comentar o Mundial para a RTP.
MRS está obviamente no seu direito de se fazer isso (o que, aliás, lhe deve ter trazido ainda mais popularidade). Já não comungo, porém, com o que está por detrás dessa atitude: a necessidade de ocupar o espaço público – neste caso, o televisivo do serviço público de televisão -, de uma forma tão intensa, no sentido de, como diz Dominique Wolton, sociólogo francês – e cito - "sobretudo porque estamos quase sempre a ver os mesmos … Os media têm assim, quase involuntariamente, uma responsabilidade nesta desvalorização da comunicação…”.
É isso mesmo, trata-se de desvalorizar o processo de comunicação. Mas MRS não foi caso único e essa – a nova classe dos comentadores sobre tudo e sobre o que quer que seja - foi uma das coisas mais horríveis deste mundial.
Sei que esta crítica pode ter um efeito de boomerang porque também eu, neste blog – e muitos outros excelentes convidados – participamos nesta aventura. Só que o espaço é bem diferente, muito mais democrático (porque não imposto) e os “comentários” traduziam, quase sempre “estados de alma” e não as questões "técnico-tácticas" (o que é o importante em algo que tem a ver, essencialmente, com emoções).
Uma vez mais, OBRIGADO Hermínio. Até sempre.
10 de Julho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Tudo tem um fim (será mesmo assim?).
Gostaria de deixar algumas notas finais sobre este Mundial, que me parecem ajustadas ao término da minha colaboração nesta excelente ideia do Hermínio:
1. Portugal foi um dos grandes vencedores: interna e externamente. Não é fácil para um país pequeno como é o nosso, com os problemas graves com que nos debatemos, aos mais diversos níveis, ter a performance que espraiámos neste Mundial. Oxalá que, a nível interno, fique alguma coisa, quer em termos desportivos, quer nas outras áreas, nomeadamente o espírito de conquista e a luta contra a resignação.
2. O Futebol jogado não foi grande coisa. Não houve muitos jogos espectaculares (sendo certo que esta minha afirmação poderá ser arriscada, pois não tive a oportunidade de ver todos os jogos). A nível táctico também faltaram inovações. E quanto a novos talentos viu-se alguma coisa, mas pouco.
3. O Mundial de futebol é um dos maiores eventos à escala global. Libertaram-se muitas emoções mesmo em países que, tradicionalmente, são avessos a essas demonstrações (pelo menos publicamente). Mas há coisas que a FIFA tem que ter a ousadia de fazer no futuro para que a verdade desportiva e o espectáculo não saiam a perder.
4. Espaços públicos: um pouco por todo lado, os espaços públicos foram a "chama" mais forte deste Mundial. Em Portugal, tal como no Euro, também assim aconteceu. Ora, aqui está uma boa “dica” para os responsáveis políticos: com tantos espaços públicos no nosso país, com o clima que temos, é um crime não os utilizarmos devidamente. E ao que parece as pessoas, de um modo geral, querem vir para a rua. Aqui está um desafio sério, ao qual importa dar respostas concretas.
10 de Julho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Este Mundial não teve uma final à altura deste evento global, mas a Itália foi um vencedor merecido. Isto apesar de
ambas as equipas terem sido demasiado cautelosas e o jogo ter sido entediante (ao contrário, exactamente, do que tinha acontecido ontem entre a Alemanha e Portugal).
Ironia do destino, o sabor bem amargo da nossa derrota nas meias-finais ficou assim atenuado (vale pouco, mas é a consolação dos que não conseguiram almejar o dia mais importante este Mundial).
Aliás, a ironia desta final fica bem evidenciada pela expulsão de Zidane, consequência de uma reacção incompreensível de um jogador da sua categoria e que até estava a fazer um bom jogo (como, aliás, foi habitual nele, após a fase de grupos).
Amanhã, cá estaremos para fazer uma análise mais global deste Mundial, com mais frieza e serenidade.
Glória a Portugal!
09 de Julho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Não pude ver o jogo que opôs Portugal à Alemanha, por motivos de agenda da vida político-partidária que tive que cumprir (e logo em Baião, o concelho mais a Oriente no distrito do Porto, numa zona já claramente de transição entre a vida agitada da cidade e o bulício do campo).
Assim, hoje tive que recorrer aos jornais para saber os pormenores do jogo de ontem e a síntese que consegui fazer é que a Alemanha foi um justo vencedor, logo merecedora do terceiro lugar.
Porém, agora no início desta tarde de Domingo e antes de ver o jogo da final, tive a oportunidade de observar a chegada da selecção ao Aeroporto de Lisboa. Foi muito bonito. São imagens espectaculares, num gesto inequívoco e demonstrador de que o País está grato à sua selecção.
E é este aspecto que quero realçar, quase no final desta colaboração inolvidável no blog Mundial 2006: é de elementar justiça mostrar a nossa gratidão com que nos fez – nos faz – bem. A selecção portuguesa de futebol contribuiu, dentro das suas possibilidades, para dar um sopro de alegria ao nosso país e isso é muito positivo.
Bom, mais logo é a final. Vou ver, mas, lá no íntimo, falta-me qualquer coisa. Que ganhe o melhor.
09 de Julho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Para mim não é indiferente quem ganha o jogo de amanhã: quero e vou “torcer” para que seja a selecção portuguesa. Não venham cá com “tretas” que, até a brincar, temos que lutar por ganhar.
Já agora, não resisto a comentar uma ideia que perpassa em alguns post e com a qual estou inteiramente de acordo: a dimensão e a qualidade do nosso futebol e da indústria a ele associada exigem, imperiosamente, novos protagonistas.
Aliás, penso mesmo que se queremos continuar na primeira linha do futebol europeu e mundial isso terá, necessariamente, que acontecer. É um excelente peditório para se dar!
07 de Julho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Sei bem que um dos nossos maiores defeitos é, não raras vezes, sermos uns Calimeros. Mas, convenhamos, amanha de manhã, vamos acordar com uma enorme ressaca. Porém, a vida é isto: vitórias, derrotas e, às vezes, uns empates.
Já agora permitam-me ainda uma outra referência ao meu outro amor - o Brasil: até na derrota (com a mesma fria e objectiva França) somos irmãos. Cometemos os mesmos erros: faltou-nos alguma ambição, alguma força física e, se calhar até, nas últimas horas, alguma humildade.
Mas isso agora pouco importa. O desafio que está aí, ao acordarmos, é o de saber se aprendemos algo com o Mundial: orientação estratégica, disciplina e muita persistência na busca dos objectivos. E, mesmo com isso bem claro, nem sempre a vida nos sorri. O remédio para tal é voltar a tentar, de novo, uma vez mais.
05 de Julho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Estivemos quase. Mas, reconheçamos, que neste jogo nos faltou algo mais.
Por outro lado, perdoem-me a minha sinceridade: não gostei nada do que se passou após o jogo. As declarações soaram-me a falso. Déjà vu!
Não nos fica bem desculparmo-nos com o árbitro e com as forças extra-futebol. Lembra-me o tempo das “vitórias morais”…
E, ainda por cima, não é preciso. Portugal fez uma excelente campanha e ainda temos a esperança de repetir o feito de 1966: sermos a terceira melhor selecção do Mundo.
Pensamento positivo: vamos a isso!
05 de Julho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Uma das consequências do resultado do jogo das meias-finais desta noite é o facto de a final deste Mundial 2006 vir a ser disputada, no próximo domingo, por dois países do Sul da Europa (nos tempos da velha supremacia anglo-saxónica, dir-se-ia dois países do “Club Med”).
Ou seja, uma vez mais se prova que os artistas da bola nascem e gostam de sol.
Mas, convenhamos que dos países latinos, a França é, sem margem para dúvidas, o mais chauvinista (esta é a vantagem de o palco do nosso diálogo ser um blog sobre o Mundial de Futebol que nos permite dizer, a brincar, umas coisas sérias…).
Por isso, a melhor final, a mais desejada e a mais esperada é Portugal-Itália.
Vamos a eles, rapazes!
05 de Julho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
A realidade está aí: quatro equipas europeias estão nas meias-finais deste Mundial.
Como percebo muito pouco disto, gostaria de deixar ficar aqui algumas perguntas para os entendidos:
Então não é na Europa que os campeonatos nacionais são mais longos, logo mais desgastantes e, por isso, as selecções europeias estão em desvantagem em relação às suas congéneres de outras partes do globo?
Então não é na Europa que o futebol é muito físico, logo muito desgastante e, por isso, os jogadores têm, para além de muitos minutos nas pernas, mais mazelas nesta altura do ano?
Então não é a Europa que está velha, a definhar, enquanto o Mundo rejuvenesce noutras paragens?
O futebol, às vezes, é como o “vinho do Porto”: com o passar dos anos, o paladar tende a ficar bem melhor.
01 de Julho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Este não estava a ser, desde o início, o campeonato do “hexa” para o Brasil. A equipa pareceu sempre mal arrumada, sem chama e sem o nível técnico e táctico que os canarinhos nos habituaram.
Esta selecção brasileira, recheada de craques, raramente soube jogar em equipa e, apesar de pena minha, foi bem eliminada pelos franceses (dos quais nem gosto nada e que ressuscitaram neste Mundial com o “regresso” de Zidane).
Quis assim a sorte do jogo (e já agora, o destino) que nas meias-finais tenhamos pela frente os franceses.
Não é fácil, mas, emocionalmente, será bem mais empolgante. Agora, portugueses e brasileiros somos todos … portugueses. Somos, aliás, mais de duas centenas de milhões, em todos os cantos do Mundo, a torcer por Portugal na final.
01 de Julho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Quando acabou o jogo Portugal - Inglaterra pensei, de imediato, em colocar um post a glorificar a espectacular vitória do nosso país – o que faço agora –, num jogo, novamente, de grande intensidade emocional, mas onde fomos um justo vencedor.
Queria dizer, então, obrigado, uma vez mais, a Ricardo (e a Maniche) pela excelência da actuação e pela vitória lindíssima que nos proporcionaram.
Mas, pensei esperar pelo fim do outro jogo, destes quartos de final que opunha o Brasil à França, para dizer que o próximo desafio de Portugal, na próxima quarta-feira, seria a final que eu mais desejaria que acontecesse neste Mundial. E isto porque, para mim, do ponto de vista afectivo, o Brasil seria a equipa que só gostaria de ver em confronto com Portugal no derradeiro jogo deste Mundial, mas o sorteio não tinha permitido esse acasalamento.
Portugal venceu com muito mérito (e alguns erros à mistura, mas isso agora pouco importa).
Quando esta epopeia do blog “Mundial 2006” começou disse que talvez fosse errado termos colocado tão alto as nossas expectativas, porque as coisas poderiam não correr bem e lá viria a disforia colectiva. Ainda bem que as coisas correram – e vão continuar, espero e desejo, a correr – desta forma notável. O país já precisava de algumas boas notícias para chorar … de alegria!
01 de Julho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Estamos a pouco menos de meia-hora do jogo que nos coloca frente à Inglaterra. Os meus níveis de ansiedade - como da quase totalidade dos portugueses que gostam e vibram com o futebol - estão a atingir o seu limite máximo.
Porém, não deixo de repetir que, neste momento, o importante é termos "sangue de lagarto", ou seja, alguma frieza de raciocínio. Ouvi, há pouco tempo atrás, os comentários de José Mourinho sobre este jogo com Inglaterra. Aterrador como este homem consegue ser tão racional e vislumbrar o que é necessário fazer.
Não sei se Mourinho falou com Scolari - ou vice-versa - mas o que é um facto já comprovado é que aquela que era, segundo Mourinho, a melhor opção, em termos de constituição da nossa equipa, é o "onze" que vai entrar em campo.
Até já!
01 de Julho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Começa hoje uma nova ronda do Mundial de futebol – os quartos de final. Raramente procuro fazer prognósticos futebolísticos (sou mais do tipo João Pinto, o ex-capitão do FC Porto, de esperar pelo fim dos jogos) porque, tirando as equipas por quem tenho afectos, acabo sempre por torcer por aqueles que, do meu ponto de vista, estão a jogar melhor. É por isso que me custa muito a perceber porque é que a Itália e a França ainda estão neste Mundial…
Já agora, uma breve nota sobre o meu “iberismo”: de facto, gosto muito da Espanha. Lembro-me bem das férias passadas na costa mediterrânica, em meados da década de 70, e do atraso que eles tinham em relação a nós. Só que souberam construir a Democracia de uma forma inteligente e, hoje, não só nos ultrapassaram como se assumem como uma das grandes potências europeias. E isto mantendo aqueles costumes fantásticos da “siesta”, do tapear, das noites brancas. É obra.
A única vantagem que ainda temos sobre eles, nestes anos mais recentes, é, porém, no futebol. Valha-nos isso. Mas é bom também dizer que, no que é realmente importante, em Portugal “no pasa nada”!
30 de Junho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Ao contrário da generalidade das pessoas minhas amigas, gostava que, a par da selecção portuguesa, o Brasil e a Espanha fossem o mais longe possível neste Mundial 2006.
Os argumentos que me apresentam têm basicamente a ver com: Brasil - potencial futebolístico (ainda por ver nesta prova) e o perigo que daí pode advir com a eventual possibilidade de encontrarmos a selecção canarinha nas meias-finais; Espanha – alguma arrogância da “fúria espanhola”, nomeadamente com os êxitos desportivos sucessivos no ténis, no automobilismo e no motociclismo (infelizmente, ontem a França eliminou a Espanha, para grande desgosto meu).
Obviamente que, para mim, esses argumentos não colhem porque antes de tudo estão as relações de proximidade e de afectividade que tenho com esses países. E por muito que deva ser racional, no futebol (e também em outras matérias) o que mandam são as emoções.
28 de Junho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
As ausências de Deco e Costinha (e quem sabe de Cristiano Ronaldo – Diabo seja cego!) vão colocar sérios problemas à selecção portuguesa no jogo frente à Inglaterra, no próximo sábado.
Já foi notório, no jogo inaugural deste Campeonato, que a ausência do luso-brasileiro transforma, de forma radical – e para pior –, a selecção portuguesa.
Ora aí está um excelente desafio para Scolari mostrar o que vale, enquanto técnico de primeira linha. Mas é, também, uma oportunidade única para os jogadores portugueses demonstrarem a sua enorme qualidade táctica (e nesta matéria Figo e Maniche terão um papel determinante).
Defrontar o Brasil será, sem margem para dúvidas, um excelente tónico…
25 de Junho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Num dos jogos mais dramáticos que tive a oportunidade de assistir, Portugal obteve uma espectacular vitória e já 
está nos quartos-de-final.
Três notas:
1. A arbitragem não teve nível nenhum e beneficiou, claramente, os holandeses. A falta sobre Ronaldo deveria ter dado origem a uma expulsão e o segundo cartão mostrado a Deco não tem qualquer sentido.
2. Os holandeses não têm fair play. Para mim, não é novidade nenhuma, pois sempre os considerei uns convencidos que disfarçam essa atitude com umas “migalhas” de apoio aos países mais necessitados (e isto sem qualquer xenofobia…). A jogada que dá origem ao primeiro cartão amarelo de Deco é paradigma disso e devia ficar como um exemplo do que não deve ser feito por profissionais de futebol.
3. A atitude de Costinha e que dá origem ao seu segundo cartão amarelo é também demonstrativa dos momentos difíceis que o jogador passou nos últimos meses.
Mas, no fim, o que valeu foi a vitória sofrida de Portugal. Agora vamos mostrar as nossas garras frente à Inglaterra.
25 de Junho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
A
garantia de que Portugal já estava nos oitavos-de-final fez com que o seleccionador português optasse – e bem – por poupar os jogadores que estavam “amarelados”. Por outro lado, poder-se-ia observar o estado de alguns dos jogadores menos utilizados e melhorar a sua “moral” competitiva.
Ou seja, assumiu-se como não prioritário a possibilidade de Portugal ganhar (ou empatar) o último jogo da fase de grupos e, dessa forma, poder não ficar em primeiro lugar do seu Grupo.
A aposta de Scolari para esta tarde foi um desafio ganho. Apesar das inúmeras insuficiências do “banco” de Portugal (que esta tarde ficaram bem evidentes), conseguimos ganhar ao México que tem uma equipa que pratica um razoável futebol.
Em síntese, o jogo desta tarde valeu pelo resultado (o futebolês no seu melhor) e por nos lembrar que Figo, Deco e Companhia (a equipa inicial do jogo com o Irão) não se podem lesionar se queremos ter algumas hipóteses de continuar a sonhar.
Daqui a pouco saberemos com quem iremos jogar no Domingo – a minha aposta continua a ser a Holanda.
21 de Junho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Confesso que alguma desilusão me invade quando avalio a performance da equipa brasileira, neste Mundial. É um facto que as minhas (e, estou certo, de muitos e muitos milhões de adeptos de futebol, por todo o Mundo)
expectativas eram elevadas, face ao enorme potencial dos jogadores brasileiros. É, também, um facto, que em dois jogos obtiveram duas vitórias!
Mas, isso, infelizmente, não chega. Do Brasil exige-se mais do que a vitória (os tais serviços mínimos); queremos todos ser encantados pela beleza e magia do futebol azul-anil que tardam em aparecer.
Isto é, também, um sinal dos tempos que vamos vivendo e que agora está a chegar ao futebol. O Brasil tem tudo para ser uma das maiores potências mundiais e, há décadas, que não passa de – como agora se diz – uma “economia emergente”. Será que esse maldito vírus chegou ao futebol?
18 de Junho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Sem qualquer tipo de pretensões ou resquícios colonialistas, defendo, sobretudo do ponto de vista afectivo, que
Portugal tudo deve fazer para ganhar ao México, por duas ordens de motivos: em primeiro lugar, porque assim ficaríamos em primeiro lugar do grupo, só com vitórias (o que julgo ser mais um recorde); em segundo lugar, porque abriríamos uma janela de oportunidade para que Angola se qualificasse para os oitavos de final.
Assim, caso Angola ganhasse o desafio que a oporá ao Irão, teríamos três equipas (o Brasil não nos vai deixar ficar mal!!!…) a falar português nos oitavos de final.
Daí que o “é nossa” signifique, antes de mais, amizade, solidariedade e vontade de apoiar a simpática e lutadora selecção angolana.
17 de Junho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
O jogo de hoje, de Portugal frente ao Irão, trouxe-me à memória os momentos mais bem conseguidos do Euro 2004.
A equipa funcionou colectivamente, Deco demonstrou porque é um dos melhores jogadores do Mundo, agora acompanhado com um “novo” Figo, numa forma esplendorosa.
Com este nível de jogo e com os níveis de confiança bem altos, Portugal poderá encarar este Mundial como um desafio a ganhar (seja lá o que isso venha a significar, em termos de permanência na prova). Agora, venha lá a … Holanda!
17 de Junho de 2006Autor: Agostinho Branquinho
Artigos Anteriores