FELIPÃO É DEUS!!!!
1 comentário 25 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo

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Vamos combinar que este Inglaterra x Equador foi o jogo mais chato da Copa? A bola, tadinha, como foi maltratada, violentada, retangulada! Não descarto completamente um final feliz pros súditos de Sua Majestade - a equipe possui uns cinco ou seis jogadores de ótimo nível - mas que desempenho mais borocoxô. O gol de Beckham foi uma pintura, só fica a dúvida: e se o goleirinho não tivesse envergadura de um jóquei?
Adicionar comentário 25 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo
Se o mundo é uma bola, como disse Rei Pelé, não é lógico que durante a vigência de uma Copa do Mundo só queiramos saber da fina geometria executada por Ronaldinhos, Figos e Ballacks? Por que os donos de jornais não entendem isso? Vejam só: fim de semana de luxo pra se passar diante da telinha, e eu de plantão no GLOBO! E numa editoria que nem é a minha!!! É por essas e outras que não mudo minha cor espiritual: sou e serei sempre um ateu esotérico (também não dá pra viver sem um mapa astrológico).
Redator e repórter do caderno cultural do GLOBO, eu de vez em quando cumpro plantão de fim de semana na área de política. Caso deste sábado-domingo. Ontem, o futebol panela de pressão da Alemanha e o suspense inesperado de Argentina-México eletrizando os aparelhos de TV, e o rapaz aqui tendo que se ocupar da convenção nacional do PT, que decidiu o que já estava decidido: que Lula será candidato do partido à reeleição. O candidado a deputado que tiver como plataforma projeto que proíba preocupações paralelas à Copa do Mundo tem chances de ganhar meu voto. Bem, pensando melhor, vou repensar esta questão.
Pra terminar este post, uma obviedade: a camisa (OK, OK, camisola, se vocês preferem) portuguesa é apontada aqui pela maioria como a mais bonita disparada entre as de todas as seleções. Apesar disso, como é difícil comprar uma por aqui. Há mais de um ano que tento adquirir uma 7 com o nome do Figo às costas e não consigo.
Abração, boa sorte e uma noite com muitas Super Bocks!
Adicionar comentário 25 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo
É. Eu disse. Eu avisei. E eu vou repetir: se Parreira não atrapalhar, esta seleção pode chegar lá. O que emputece (ops! mas, galera, hoje é carnaval, ninguém leva a mal) é que só a cegueira do jegue Parreira não enxergava o que toda a nação brasileira sabe como verdade primal, básica: Juninho e Cicinho são titulares absolutos na seleção planetária, não podem ficar de fora do onze titular de jeito maneira.
Mãe Menininha de Gantois, Jeová, Maomé, São Januário e toda a galerinha legal lá do Céu, pleasssssssssssseeeeeeeeeeee, tirem os antolhos de Parreira, não permitam que esta anta jurássica impeça o espetáculo da garotada.
E não é que a Fofa fez dois gols?
Well, well, Seu Manuel, agora a brincadeira chegou ao fim: a hora da verdade se aproxima.
5 comentários 22 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo
14h55m desta quinta-feira, 22 de junho. Há pelo menos duas horas, a maioria das empresas e escolas mandou pra casa funcionários, professores e alunos. Já é feriado. Acreditem ou não, o desejo de uma goleada diante do Japão é secundário. Quem gosta de futebol vê no confronto de hoje a única chance de Parreira quebrar o gesso de suas convicções e alterar o time que tem na sua cabeça há muito tempo.
Se os deuses do balípodo estiverem mais uma vez do nosso lado, a partida de daqui a pouco mostrará ao planeta uma seleção finalmente candidata ao título de hexacampeã mundial de futebol. Do mesmo jeito que, sem Cristo, não há santíssima trindade; sem Juninho Pernambucano, os cracaços Ronaldinho e Kaká são apenas humanos.
Outra aposta dos torcedores é quanto a Cicinho, lateral direito hoje no Real Madrid (em dezembro último, ele ainda estava no São Paulo, pelo qual ganhou o título intercontinental contra o Liverpool). Habilidoso, ofensivo e bem mais jovem do que Cafu, ele pode representar mais um trunfo no onze brasileiro.
Robinho lá na frente também dará outra movimentação ao ataque canarinho. Suas pedaladas podem facilitar muito a tarefa do comandante de ataque, seja ele Adriano, Fred ou Ronaldo Fofômeno.
Mas - que medo! - se esta formação jogar mal hoje (nada impossível, pois o entrosamento de tantas peças estranhas na estrutura será complicado), o Parreira vai disparar a maldita frase: "Viu? Eu não falei? O time que vocês querem não vai ganhar nada!".
Bem, o negócio agora é relaxar, pôr na mesinha aqui ao lado os pratinhos com pistache, amendoim e gambas, trazer o cooler com as cervejotas geladinhas, e pôr o coração à prova por 90 minutos. Depois, jogar conversa fora num botequim aqui ao lado, de frente para a lagoa, ou, 400 metros mais longe, num quiosque de frente pro marzão de Ipanema. A ordem é mesmo aproveitar este dia zen, porque amanhã… amanhã começa, finalmente, a Copa do Mundo.
Adicionar comentário 22 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo
Ufa! Por que sempre tenho que viver essa história de desespero, tensão alta e uso completo de todo o vocabulário xingatório na primeira fase de qualquer copa do mundo? Ganhamos com justiça. Houve melhoria em relação à estréia: por exemplo, Ronaldo Fenômeno está mais leve, 50 gramas mais leve, e procurou mais o jogo.
Contudo, penso que o Brasil ganhou algo mais valioso do que os três pontos e a passagem para as oitavas-de-final do certame. Conquistou 90 minutos para que seu medroso treinador possa experimentar o que toda a nação reivindica há muito tempo: oportunidade para quem merece ser titutar e só não o é por causa da tendência a diarréia de Carlos Alberto Parreira. Falamos - eu e 179,9 milhões de outros brasileiros - em Juninho Pernambucano, o craque amadurecido no Vasco por toda a segunda metade dos anos 90 e hoje comandante do Olympique de Lyon, o pentacampeão francês de futebol.
A entrada de Juninho seria aquele ingrediente que falta para a receita dar certo. Raçudo, comandante em campo, ótimo lançador e exímio batedor de faltas.
O jogo contra o Japão, treinado pelo ex-craque (porém superestimado) do flamengo (assim mesmo, com minúsculas….) Zico, também seria a ocasião perfeita para outro experimento: descansar o veterano e simpaticão Cafu pelo ótimo Cicinho, lateral direito do Real Madrid, dono de recursos técnicos bem mais amplos do que os do "dono" da posição.
2 comentários 18 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo
Ontem o despertador tocou dez minutos antes de Portugal iniciar sua segunda partida. Não se esqueçam de que aqui o relógio marca cinco horas a menos… E aí temos que voltar ao tema da minha primeira intromissão neste blog. Que saudade de ver Felipão louco a comandar uma equipe! Quem chegar a ler essas mal traçadas antes de Brasil x Austrália faça o favor de reparar nas imagens de Parreira, o oposto de Felipão em quase tudo. Até a vibração dele após um gol é enrustida, caramba!
Parreira é aquele cara que ganhou milhões no Totobola, tem uma fortuna no banco, mas que tem medo de investir. “Não vou me arriscar, não vou me arriscar, não vou me arriscar” – parece ser o mantra que ele repete silenciosamente durante os 90 minutos de cada partida.
Adicionar comentário 18 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo
Faltam 38 minutos para começar o segundo jogo do escrete brasileiro, quando começo a digitar esse texto carregado de rubor pela demora em dar as caras no 4 Linhas. As ruas do Rio, do Brasil, já estão praticamente fantasmas. Crianças, aborrecentes e adultos, aposentados, trabalhadores e ladrões, todos já procuram seu lugar diante da telinha ou telona. A grande maioria não acredita em surpresa desagradável da turma verde-amarela da Oceania, mas, hoje, não basta ganhar desse jeito minguado que tanto agrada ao paladar de Carlos Alberto Parreira, o Acagalhado. Um fato há dias mudou bastante a expectativa e a cobrança dos brasileiros em relação ao seu Onze: a Argentina goleou, a Argentina deu um show de bola; a Argentina pôs a gente pra segundo plano no palco na Alemanha. Camões pode dizer que mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas, em se tratando de nós e deles, a eternidade reserva a mesma história: o duelo mais fabuloso de egos e talentos disputado entre quatro linhas.
1 comentário 18 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo
É chato entrar pela primeira vez nessas 4Linhas com medo de receber cartão vermelho do Hermínio, mas tenho que dizer: a galerinha que não gosta do Felipão deve ser ruim da cabeça ou doente da alma. Há exatamente quatro anos, confesso o passado negro, integrei essa turma que metralhava esse gauchão clone de Gene Hackman, afinal o ex-defesa de escassa técnica tinha deixado de fora Romário. Mas a minha visão se abriu nos dois países de gente de olhos puxados: Felipão é o cara! Querem saber? Se fosse presidente da CBF, propunha na lata: mando o Parreira e meia dúzia de canarinhos em troca do comandante Felipão.
A alma ibérica tem dificuldade de reconhecer o talento debaixo de embalagens menos sofisticadas. Vocês e nós. Adoramos um neguinho que fique bem na fita, com pinta de intelectual e o escambau. Vejam o Parreira. Poliglota, fala difícil, até pinta! Mas o seu horror ao risco irrrrrrrrriiiiiiiiiiiitttttttttttttaaaaaaaaaaaaaaaa! Se teve um mundial sensaborão foi o dos EUA: ganhamos, sim, com craques, sim, mas que joguinho feio, cheio de cagaço.
O Felipinho espanhol pode ter levado nossos ancestrais comuns por mau caminho há séculos, mas o Felipão, com sangue italiano na mistura, tem tudo para lhes devolver a glória.
Há um mês que venho lendo os posts no 4Linhas, e constato como vivemos duas realidades. Enquanto vocês estão vivendo exclusivamente a seleção portuguesa, nós ainda nos dividimos entre o noticiário que chega de Weggis, na Suíça, e o Campeonato Brasileiro, cujos 20 times participantes contribuíram com a enorme quantidade de… três jogadores para a equipe de Parreira. Três jogadores suplentes. Os outros 20 integram equipes européias. Mas, apesar dos pesares, é uma competição super-renhida, em que 85% dos clubes são todos do primeiro escalão, têm o mesmo prestígio e força popular.
Honrando as raízes lusitanas e, em particular, oliveirenses, meu coração é cruzmaltino, do grande Vasco, berço de craques como Romário, Roberto Dinamite, Juninho Pernambucano, paixão de gente como Roberto Carlos (o cantor), Carlos Drummond de Andrade, Paulinho da Viola, Rubem Fonseca, João Ubaldo etc e tal. O clube atravessa uma fase negra há seis anos, com isso se refletindo na tabela do campeonato brasileiro: nas últimas edições do certame, vivemos a luta pra escapar do rebaixamento. E com quem travamos esse embate pela permanência? Flamengo, Palmeiras, Portuguesa, Corinthians, Guarani… É emoção garantida o ano inteiro, tanta que prevejo um marca-passo em breve no lado esquerdo do peito.
Conquistando o hexa ou não, vascaínos e urubus (adeptos do flamengo… argh) terão pouco tempo para comemorar ou chorar: dias depois, Flamengo e Vasco entram no gramado com seus times limitadíssimos para disputar a final da Copa do Brasil.
Na próxima, eu conto como é a vida na redação do jornal O GLOBO – junto com a “Folha de São Paulo”, o maior jornal do país – durante uma Copa do Mundo. A dias da estréia, nós, machos, voltamos aos tempos de criança, até colecionar álbum de figurinhas dos jogadores que participarão da Copa virou uma febre. Que interesse pode ter a nova obra do prefeito se me faltam os escudos de Gana, Itália e EUA para completar o meu álbum????!!!!
Um instante, vou ali tomar um cafezinho e volto já. Bye!
6 comentários 02 de Junho de 2006Autor: José Figueiredo